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28 de agosto de 2014 - Relato de um quase parto

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Nunca pude imaginar como seria você.  Seus olhos... sua boca... cabelos... Te desenhava em meu pensamento mas nada equipara a perfeição que Deus me deu. As 8:05 da manhã de uma quinta feira. Mamãe estava eufórica.  Em estado de êxtase. Anestesiada no corpo e na alma. Chorava. Junto ao meu choro inocente. Talvez meu relato de parto seja mais preciso se contado da visão do papai. E ele o fará. Mas do pouco que me lembro ainda dói. Uma dor estranha. Como se dissesse eu venci, ganhei a guerra. Mas estou exausta. Pelas batalhas que perdi ao longo dessa jornada. Foram meses de estudo, de informações,  tudo em prol de um parto digno para minha filha. Parto com amor e respeito. As circunstâncias me levaram por um caminho onde eu já sabia o final, mas não pude refutar. Alguns me dizem, o importante é que ela tá bem, nossa quanto exagero, tá dramatizando. Não consigo concordar. A única coisa que merecíamos era respeito. As vias de parto, procedimentos mé...

Quando nasceu a maternidade

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Cá estou eu pela milionésima vez a tentar iniciar .. ou retomar... meu relato de parto. Trago dentro de mim a sensação de que para entender a grandiosidade da maternidade em mim é preciso uma viagem no tempo. Em 8 de maio de 1991 nascia no Hospital de Maternidade Santana em Guaraciba, Sara da Conceição, essa que vos fala. Com 4,100 kg e 51 cm de um PARTO NATURAL. Filha de Ana Aparecida Vigiano da Conceição e João Bosco da Conceição. Porque todas essas informações? Pois são elas que me defini. Sempre levei comigo o "peso" de ser tão independente. Até pra nascer. Conta minha mãe que para meu nascimento não foi preciso médico nem mesmo enfermeira. Quando o médico chegou do cochilo de um plantão noturno, foi apenas para cortar o cordão (imagino eu que a essa hora já havia parado de pulsar). Minha mãe teve três partos normais, porém tanto o primeiro como o último foram partos difíceis onde quase a levaram a óbito. Em ambos foram necessário o uso do fórceps. Apenas ...

Um São Luis nada humano

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No dia 28/08/14 dei entrada na Maternidade as 3:50 com contrações de 2 em 2 min e 6 cm de dilatação. Já na admissão começou o que seria o fim do meu parto. Ao passar por 20 min de cardiotoco (deixo registrado que entendo e concordo com a necessidade do exame), quando vinham as contrações eram muito incômodas por ter que estar deitadas. A cada contração tinha vontade de caminhar, abaixar, tudo menos deitar. Numa das contrações vocalizei e disse "ai ai ai tá doendo". Ao que a enfermeira responde "tá doendo mas não é minha culpa". Claro que não é culpa dela. Eu ansiei por essa dor cada segundo de minha gestação. Eu comemorei cada contração até aquele momento. Era aquela dor que traria minha filha, cada contração era menos uma entre e e ela. Não tinha necessidade de tal comentário. E foi naquele momento que   percebi não basta estar num dos melhores hospitais da cidade, que se diz com política humanizada, se a frente está pessoas desumanas. Por uma questão...